arte viva

Para todos que gostam de arte

23/5/10

OS ÍCONES BIZANTINOS

OS ÍCONES BIZANTINOS

            Além dos trabalhos em mosaicos, os artistas bizantinos criaram os ícones, uma nova forma de expressão artística na pintura.

            A palavra ícone é grega e significa imagem. Como trabalho artístico, os ícones são quadros que representam figuras sagradas como Cristo, a Virgem, os apóstolos, santos e mártires. Em geral são bastante luxuosos, conforme o gosto oriental pela ornamentação suntuosa.

            Ao pintar os ícones, usando a técnica da têmpera ou da encáustica, os artistas recorriam a alguns recursos para realçar os efeitos de luxo e riqueza. Comumente, revestiam a superfície da madeira ou da placa de metal com uma camada dourada, sobre a qual pintavam a imagem. Para fazer as dobras das vestimentas, as rendas e os bordados, retiravam com um estilete a película de tinta da pintura. Assim, essas áreas adquiriam a cor de ouro do fundo. Às vezes, colocavam na pintura jóias e pedras preciosas, e chegavam mesmo a confeccionar coroas de ouro para as figuras de Cristo ou de Maria. Essas jóias, aliadas ao dourado dos detalhes das roupas, conferiam aos ícones um aspecto de grande suntuosidade.

            Geralmente, os ícones eram venerados nas igrejas, mas não era raro encontrá-los nos oratórios familiares, pois popularizaram-se entre os gregos, balcânicos, eslavos e asiáticos, mantendo-se por muito tempo como expressão artística e religiosa. Os ícones russos, por exemplo, tornaram-se famosos, particularmente os de Novgorod, onde viveu, no início do século XV, André Rublev, célebre pintor desse gênero de arte. Dentre os ícones de Rublev, dois se destacam pela sua expressividade: o de Nossa Senhora da Misericórdia e o do Cristo Pantocrator.

Texto extraído do livro: História da Arte – Graça Proença.

 

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A ARTE BIZANTINA EM RAVENA

A ARTE BIZANTINA EM RAVENA

            No século VI, Justiniano tentou reunificar o \Império Romano e, por isso, iniciou as guerras de conquista no Ocidente.

            Por ser um importante ponto estratégico, a cidade de Ravena, dominada há muito tempo pelos ostrogodos, foi um dos alvos mais visados pelo imperador para a conquista da Península Itálica. Após muitas tentativas, a cidade foi finalmente reconquistada em 540. Ravena tornou-se então o centro do domínio bizantino na Itália.

            Entretanto, antes da época de Justiniano, na primeira metade do século V, Ravena já tivera contato com a cultura bizantina. É dessa época o monumento mais conhecido e significativo de sua arquitetura: o mausoléu da Imperatriz Gala Placídia. Sua planta segue o desenho de uma cruz e a característica essencial da construção é um cubo colocado por cima da pequena cúpula central. Externamente é um edifício simples, revestido de tijolo cozido. Mas esta simplicidade externa contrasta fortemente com a riqueza dos trabalhos artísticos do interior, recoberto com belíssimo mosaicos de motivos florais, em que predomina a cor azul.

            No entanto, as igrejas que revelam uma arte bizantina mais madura são as da época de Justiniano, como a de São Vital, em Ravena. Devido à sua planta octogonal, o espaço interno apresenta possibilidades de ocupação diferentes das outras igrejas. A combinação perfeita de arcos, colunas e capitéis fornece os elementos de uma arquitetura adequada para apoiar mármores e mosaicos que, com seu rico colorida fazem lembrar a arte do Oriente. Como vimos antes, dos mosaicos da igreja de São Vital dois se destacam por expressar de modo significativo o compromisso da arte bizantina com o Império e a religião: o do Imperador Justiniano e o da Imperatriz Teodora, com seus respectivos séquito, levando oferendas ao templo.

            Depois da morte do Imperador Justiniano, em 565, aumentaram as dificuldades políticas para que o Oriente e o Ocidente se mantivessem unidos. O Império Bizantino sofreu períodos de declínio cultural e político, mas conseguiu sobreviver até o fim da Idade Média, quando Constantinopla foi invadida pelos turcos.

 

 

 

Texto extraído do livro: História da Arte – Graça Proença.

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A ARTE BIZANTINA: EXPRESSÃO DE RIQUEZA E PODER

A ARTE BIZANTINA: EXPRESSÃO DE RIQUEZA E PODER

            A afirmação do cristianismo coincidiu historicamente com o momento de esplendor da capital do Império Bizantino. Por isso, ao contrário da arte cristã primitiva, que era popular e simples, a arte cristã depois da oficialização do cristianismo assume um caráter majestoso, que exprime poder e riqueza.

            A arte bizantina tinha um objetivo: expressar a autoridade absoluta do Imperador, considerado sagrado, representante da Deus e com poderes temporais e espirituais.

            Para que a arte atingisse melhor esse objetivo, uma série de convenções foram estabelecidas, tal como na arte egípcia. Uma delas foi a lei da frontalidade, pois a postura rígida da figura leva o observador a uma atitude de respeito e veneração pelo personagem representado. Por outro lado, quando o artista reproduz frontalmente as figuras, ele mostra um respeito pelo observador, que vê nos soberanos e nas personagens sagradas seus senhores e seus protetores.

            Além da frontalidade, outras regras minuciosas foram estabelecidas pelos sacerdotes para os artistas, determinando o lugar de cada personagem sagrado na composição e indicando como deveriam ser os gestos, as mãos, os pés, as dobras das roupas e os símbolos. Enfim, o que poderia ser representado estava rigorosamente determinado.

As personalidades oficiais e os personagens sagrados passaram também a ser retratados de forma a trocar entre si seus elementos caracterizadores. Assim, a representação de personalidades oficiais sugeria que se tratava de personagens sagrados. O Imperador Justiniano e a Imperatriz Teodora, por exemplo, chegaram a ser representados na igreja de São Vital com a cabeça aureolada, símbolo usado para caracterizar as figuras sagradas, como Cristo, os santos e os apóstolos. Os personagens sagrados, por sua vez, eram reproduzidos com as características das personalidades do Império. Cristo, por exemplo, aparecia como um rei e Maria como uma rainha. Da mesma forma, nos mosaicos, a procissão de santos e apóstolos aproximava-se de Cristo ou de Maria de forma solene, como ocorria na realidade com o cortejo do imperador nas cerimônias do corte.

            Esse caráter majestoso da arte bizantina pode ser observado tanto na arquitetura como nos mosaicos e nas pinturas que decoram o interior das igrejas. Um dos melhores exemplos disso é a basílica de Santa Sofia, construída e ornamentada de acordo com o gosto das classes mais ricas.

            Essa igreja, edificada no governo de Justiniano, apresenta a marca mais significativa da arquitetura bizantina: o equilíbrio de uma cúpula sobre uma planta quadrada.

             A cúpula é formada por quatro arcos e ampliada por duas absides que, que por sua vez, são ampliadas por mais cinco pequenas absides. A nave central é circulada por colunas com capitéis detalhadamente trabalhados, que lembram capitéis coríntios. O revestimento em mármore e mosaico e a sucessão de janelas e arcos criam um espaço interno de grande beleza.

Texto extraído do livro: História da Arte – Graça Proença.

 

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ARTE BIZANTINA

ARTE BIZANTINA

 

 

            Em 395, o Imperador Teodósio dividiu em duas partes o imenso território que dominava: o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente.

            O Império Romano do Ocidente, que ficou com a capital em Roma, sofreu sucessivas ondas de invasões bárbaras até cair completamente em poder dos invasores, no ano de 476, data que marca o fim da Idade Antiga e o início da Idade Média. Já o Império Romano do Oriente, apesar das contínuas crises políticas que sofreu, conseguiu manter sua unidade até 1453, quando os turcos tomaram sua capital, Constantinopla. Teve início então um novo período histórico: a Idade Moderna.

Constantinopla foi fundada pelo Imperador Constantino, em 330, no local onde ficava Bizâncio, antiga colônia grega. Por causa de sua localização geográfica entre a Europa e a Ásia, no estreito de Bósforo, esta rica cidade foi de uma verdadeira síntese das culturas greco-romana e oriental. Entretanto, o termo bizantino, derivado de Bizâncio, passou a ser usado para nomear as criações culturais de todo o Império do Oriente, e não só daquela cidade.

O Império Bizantino – como acabou sendo denominado o Império Romano de Oriente – alcançou se apogeu político e cultural durante o governo do Imperador Justiniano, que reinou de 527 a 565.

 

Texto extraído do livro: História da Arte – Graça Proença.

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9/5/10

A ARTE CRISTÃ PRIMITIVA

Após a morte de Jesus Cristo, seus discípulos passaram a divulgar seus ensinamentos. Inicialmente, essa divulgação restringiu-se à Judéia, província romana  onde Jesus viveu e morreu, mas depois, a comunidade cristã começou a dispersar-se por várias regiões do Império Romano.

            No ano de 64, no governo do Imperador Nero, deu-se a primeira grande perseguição aos cristãos. Num espaço de 249 anos, eles foram perseguidos mais nove vezes; a última e mais violenta dessas perseguições ocorreu entre 303 e 305, sob o governo de Diocleciano.

 

ARTE NAS CATACUMBAS

            Por causa dessas perseguições, os primeiros cristãos de Roma enterravam seus mortos em galerias subterrâneas, denominadas catacumbas. Dentro dessas galerias, o espaço destinado a receber o corpo das pessoas era pequeno. Os mártires, porém, eram sepultados em locais maiores, que passaram a receber em seu teto e em suas paredes laterais as primeiras manifestações da pintura cristã.

            Inicialmente essas pinturas limitavam-se a representações de símbolos cristãos: a cruz – símbolo do sacrifício de Cristo; a palma – símbolo do martírio; a âncora – símbolo da salvação; e o peixe – símbolo preferido dos artistas cristãos, pois as letras da palavra “peixe”, em grego (ichtys), coincide com a expressão Iesous Christos, Theou Yios, Soter, que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”.

            Essas pinturas cristãs também evoluíram e, mais tarde, começaram a aparecer cenas do Antigo e do Novo Testamento. Mas o tema predileto dos artistas cristãos era a figura de Jesus Cristo, o Redentor, representado como o Bom Pastor.

            É importante notar que essa arte cristã primitiva não era executada por grandes artistas, mas por homens do povo, convertidos à nova religião. Daí sua forma rude, às vezes grosseiras, mas, sobre tudo, muito simples.

A ARTE DO CRISTIANISMO

            As perseguições aos cristãos foram aos poucos diminuindo até que, em 313, o Imperador Constantino permitiu que o cristianismo fosse livremente professado e converteu-se à religião cristã. Sem as restrições do governo de Roma, o cristianismo expandiu-se muito, principalmente nas cidades, e, em 319, o Imperador Teodósio oficializou-o como a religião do império.

            Começaram a surgir então os primeiros templos cristãos. Externamente, esses templos mantiveram as características da construção romana destinada à administração da justiça e chegaram mesmo a conservar seu nome – basílica. Já internamente, como era muito grande o número de pessoas convertidas à nova religião, os construtores procuraram criar amplos espaços e ornamentar as paredes com pinturas e mosaicos que ensinavam os mistérios da fé aos novos cristãos e contribuíam para o aprimoramento de sua espiritualidade. Além disso, o espaço interno foi organizado de acordo com as exigências do culto.

            A basílica de Santa Sabina, construída em Roma entre 422 e 432, por exemplo, apresenta uma nave central ampla, pois aí ficavam os fieis durante as cerimônias religiosas. Esse espaço é limitado nas laterais por uma seqüência de colunas com capitel coríntio, combinadas com belos arcos romanos. A nave central termina num arco, chamado arco triunfal, e é isolada do altar-mor por uma abside, recinto semi-circular situado na extremidade do templo. Tanto o arco triunfal como o teto da abside foram recobertos com pinturas retratando personagens e cenas da história cristã.

 

O CRISTIANISMO E A ARTE

            Toda essa arte cristã primitiva, primeiramente tosca e simples nas catacumbas e depois mais ricas e amadurecidas nas primeiras basílicas, prenuncia as mudanças que marcarão uma nova época na história da humanidade.

            Como vimos, a arte cristã que surge nas catacumbas em Roma não é feita pelos grandes artistas romanos, mas por simples artesãos. Por isso, não tem as mesmas qualidades estéticas da arte pagã. Mas as pinturas das catacumbas já são indicadoras do comprometimento entre a arte e a doutrina cristã, que será cada vez maior e se firmará na Idade Média.

Texto extraído do livro: História da Arte – Graça Proença.

criado por lucienecoli    22:09:06 — Arquivado em: Sem categoria

12/1/10

Amo Arte

Olá, pessoal!

Estou começando me aventurar no mundo do blog. Como o nome desse blog diz AMO ARTE, quero aqui falar sobre as novidades no mundo da arte. Conto com a colaboração de todos os amantes das Artes.

Abraços,

Luciene.

criado por lucienecoli    11:07:57 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:
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